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29/10/2020 11:22:02
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Seguro-viagem: empresas oferecem cobertura para a Covid-19

A gerente comercial Ane Caroline Rocha, 39, deixou a quarentena e o home office recentemente. Desde domingo, a baiana retomou as viagens comerciais para visitar os clientes em Recife (PE), Vitória (ES) e São Paulo (SP). Se no pré-pandemia a executiva já tinha o hábito de contratar um seguro-viagem, agora é que ela não abre mão do item na bagagem. “Além do seguro, contratei uma cobertura extra para Covid-19, mesmo tendo plano de saúde”, conta.

Ane Caroline contratou um seguro-viagem GTA com cobertura intermediária de R$ 18 mil e um adicional de R$ 6.000 para despesas médico-hospitalares em caso de internação pela Covid-19. “Fiz três emissões do seguro por trecho e estou pagando, em média, R$ 32 por semana e foram acrescentados R$ 67,20 como proteção extra contra a Covid-19. É muito barato”, salienta.

No Brasil

A preocupação de Ane faz sentido. Não são apenas os destinos internacionais, como Aruba e Turquia, que estão exigindo dos viajantes a contratação de um seguro-saúde – e até teste RT-PCR negativo para Covid-19 –, mas também alguns domésticos, como Barra Grande, na península de Maraú, na Bahia, e o arquipélago de Fernando de Noronha. “Antes da vacina, acredito que o brasileiro terá de agregar essa proteção extra na viagem”, destaca Ane.

Se para passeios no Brasil a proteção é importante, para viagens no exterior é um item fundamental. A pedagoga Taís Alice Cardoso, 37, não se sente nem um pouco confortável em pegar agora um voo para o exterior sem contratar um seguro mais abrangente. “Soube que já existem seguros que cobrem internação por Covid-19 e quero me informar melhor antes da minha próxima viagem”, afirma. Ela e o marido, o analista de sistemas Fernando Castro, 39, já planejam viajar para o Caribe no próximo ano e não cogitam embarcar sem essa proteção. 

Oferta e procura

Ane e Taís são apenas duas desses viajantes que têm exercido uma pressão sobre o mercado. Na onda da lei de oferta e procura, muitas seguradoras começaram a oferecer o seguro Covid como extensão do seguro-viagem ou opcional. Até então, os contratos excluíam das apólices pandemias, epidemias, fenômenos naturais e terrorismo.

A posição da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula no setor, é clara: "Não há atualmente obrigatoriedade normativa para exclusão ou cobertura de pandemia e epidemia nos seguros de pessoas, nos quais se incluem o seguro-viagem":

Após avaliação técnica, segundo a Susep, as seguradoras podem decidir se incluem ou não tal risco excluído em seus produtos, podendo fazê-lo como forma de diferencial competitivo e de posicionamento de mercado.

“As seguradoras precisaram esperar um pouco para observar a doença, estudar os riscos, precificar o produto e se adaptar à nova realidade”, afirma José Antônio Menezes Varanda, coordenador do curso de graduação e professor da Escola de Negócios e Seguros (ENS).

O cálculo do seguro, explica Varanda, leva em consideração dois fatores: a frequência de ocorrência do evento e o tamanho do prejuízo que causa, ou seja, a severidade.  Assim é possível, segundo ele, estabelecer os custos.  "Claro que o cálculo do custo do seguro Covid levou em conta o percentual de morte pela Covid, em torno de 3%, que é considerado relativamente baixo", assinala. 

Os seguros

Para Varanda, a maioria das seguradoras deve oferecer a cobertura como um adicional. “Mesmo com uma vacina, acredito que o benefício deve ser incorporado ao portfólio das seguradoras. Quem não criar o produto vai ficar fora do mercado”, prevê Varanda.

Com 20 anos no ramo da securidade, Roberto Roman, vice-presidente da Travel Ace, concorda com Varanda. “Essa cobertura veio para ficar, porque, mesmo com a descoberta de uma vacina, a doença continuará existindo e sempre terá alguém interessado”, acredita. Pesa em sua permanência também o fato de que há a possibilidade que apareçam outras pandemias nos próximos anos.

"Se mais à frente a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudar a orientação e retirar a Covid-19 da categoria de pandemia, ela sai do item exclusão, e as seguradoras serão então obrigadas a colocá-la na lista de cobertura, como aconteceu com a Influenza H1N1", explica Luciano Bonfim, diretor comercial da Vital Card.

Orientação

Já no início da pandemia, em março, a Federação Nacional de Seguros (Fenacor) fez um movimento para que as seguradoras pagassem as indenizações, mesmo nos casos em que a cobertura estivesse excluída das cláusulas contratuais, especialmente nos seguros de vida. “A adesão foi imensa. Aproximadamente 30 empresas, que geram mais de 95% da receita de prêmios no ramo vida, se comprometeram a não excluir as pandemias dos contratos de seguro de vida e de pessoas de forma geral”, afirma Armando Vergílio, presidente da entidade. 

O mesmo movimento não aconteceu com as operadoras de seguro-viagem. Das maiores do mercado, apenas quatro já estão oferecendo o seguro para Covid-19 – Affinity, Assist Card, GTA e Travel Ace. Para estimular as viagens, companhias aéreas, como Emirates, Etihad, Ethiopian e Virgin Atlantic, embarcaram na proposta de oferecer uma cobertura global para passageiros em casos de Covid-19. 

R$ 212,4 bilhões foi a receita da saúde suplementar em 2019, crescimento de 8,1% em comparação a 2018

Sobre o atual momento para o setor de seguros, Armando Vergílio afirma que não há como comparar a pandemia com qualquer outro período. “Estamos  vivendo a mais grave crise na área de saúde dos últimos cem anos, e isso atingiu diretamente o mercado de seguros”, enfatiza. Ao mesmo tempo, o presidente da Fenacor pondera que pesquisas indicam um aumento considerável do conhecimento sobre seguro no Brasil e também o desejo de contratar diferentes proteções.

“Isso ocorreu em razão das novas necessidades, dos riscos e dos temores criados pela pandemia, mas também pela excelência do trabalho realizado pelos corretores de seguros”, salienta.

 Mudança das regras

A pandemia, segundo José Antônio Menezes Varanda, veio para abrir o mercado de seguros para as novas necessidades dos usuários. “O mundo está ficando mais esperto, e o seguro tem de acompanhar as tendências. No Brasil, não estávamos preparados para isso”, reconhece o coordenador do curso de graduação da ENS.

Coberturas que até não existiam, como a do home office, serão incorporadas ao portfólio das seguradoras. “A ideia do escritório em casa é algo novo para o brasileiro”, afirma o professor.  Ganharam, ainda, um aumento expressivo na pandemia seguros para crimes cibernéticos, "liga e desliga" (cobertura automotiva que vigora apenas quando o proprietário está, de fato, utilizando o veículo) e telemedicina.

“O vírus mexeu em tudo, até nas regras. A Solange – referência a Solange Vieira, responsável pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), entidade que regula o setor – está promovendo a liberdade tarifária e de contratação. O que antes eram cláusulas padronizadas, está mudando. A Susep tem liberado produtos customizados, não há mais a necessidade de seguir pacotes prontos, formatados. O mercado sempre foi regulado dentro da caixinha, e a Solange veio para liberar, para descomplicar. É isso algo muito saudável”, enfatiza Varanda.

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