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14/08/2019 14:08:10
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Saiba tudo sobre preexistência no seguro-viagem

seguro-viagem

A venda de um seguro-viagem é, relativamente, simples. Fazer com que o cliente esteja protegido e tenha atendimento médico em qualquer parte do mundo é um conceito que leva à venda de diferentes serviços ofertados pelas seguradoras e empresas de assistência, com distinções de preços relacionadas, muitas vezes, apenas com o destino escolhido.

Entretanto, a popularização do produto levanta questões sobre o preparo do agente de viagens para comercializar os seguros de maneira correta e direcionada para cada perfil de viajante.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), no primeiro trimestre de 2019, a contratação do seguro-viagem cresceu 11,6% na comparação com o ano anterior, movimentando R$ 143,4 milhões frente aos R$ 128,47 milhões de 2018.

Esse mercado tem ganhado espaço gradativamente, mas o crescimento na venda de proteção aos turistas traz à superfície discussões que podem ser determinantes para o viajante que precisam ser esclarecidas no momento do negócio. Como, por exemplo, as questões relacionadas às doenças preexistentes.

Afinal, o que as coberturas permitem e o que não é possível fazer em uma viagem quando o gatilho para o atendimento médico é uma condição de saúde que já está presente no organismo do turista? Você já perguntou para seu cliente se ele tem alguma condição preexistente que possa atrapalhar a viagem? Deixou claro que o seguro e o plano de saúde são produtos distintos?

Consultamos seguradoras, empresas de assistência e um médico especializado nesse segmento para explicar melhor essa questão.

ORIENTAÇÃO LEGAL

A indenização é realizada conforme previsto nas condições gerais e limitada ao valor contratado, contemplando despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas efetuadas pelo segurado, sob orientação médica, por acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda ocorrida durante uma viagem.

A resolução CNSP 315 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) determina que:

ASPECTO LEGAL

A simplicidade no processo de venda traz o benefício de tornar o produto acessível e apresentar valores únicos, sem distinção, para todos os perfis de viajantes. As diferenças na precificação estão relacionadas com apenas três itens: o nível de cobertura do produto contratado, a região a ser visitada e a inclusão de serviços complementares.

Valéria Pereira, gerente de produtos da Affinity, reforça que não há diferenciação ou acréscimos para viajantes com condições preexistentes.

“Procuramos seguir a normativa da Susep, cobrindo quaisquer emergências ou urgências até o valor total do plano escolhido, o que chamamos de despesas médicas, hospitalares e odontológicas ou DMHO”, destacou.

A resolução CNSP 315 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) determina que todos os bilhetes de seguro-viagem oferecidos devem, obrigatoriamente, cobrir situações emergenciais geradas pelas condições preexistentes até o valor contratado pelo viajante.

Publicada em setembro de 2014, a norma exige ainda a estabilização do quadro clínico do paciente para que ele consiga continuar a viagem ou retornar para casa. Pontua, entretanto, que não há cobertura para caso de tratamentos ou terapias após a estabilização.

De acordo com Marcos Loreto, diretor médico da Omint, as situações de urgência ou emergência ocasionadas por condições preexistentes do viajante estão cobertas, mas tratamentos extensos que envolvam terapias ou cirurgias eletivas que não envolvem risco de morte estão fora de questão.

“A pessoa com uma doença-base que contrata um seguro quer garantir cobertura durante o período de viagem, como alguém com uma doença coronariana que tem um enfarte. Quando é um caso de procedimento eletivo, no qual a pessoa opta por fazer a cirurgia lá fora e coloca um stent no coração, por exemplo, sem estar em uma situação de risco, o seguro não cobre”, afirmou.

Ter uma condição preexistente não pode, portanto, ser entrave para a venda do seguro-viagem e nem obstáculo para quem deseja viajar e contar com a cobertura. Vale lembrar que a sinistralidade nos casos de doenças-base é considerada ocorrência médica, item que compõe a maior causa de acionamento do seguro durante as viagens, segundo dados das empresas consultadas para essa reportagem.

Entre elas, apenas a Global Travel Assistance (GTA) informou a porcentagem precisa de acionamentos ocasionados por condições preexistentes. Assim, de 66% de todos os atendimentos médicos resultantes de acidentes ou enfermidades em viagens, apenas 14% são em decorrência das doenças-base.

DICAS DE ESPECIALISTAS

Para evitar complicações e até mesmo a necessidade de acionar o sinistro e frustrar os planos durante o roteiro, é sempre bom estar precavido.

“Como o seguro-viagem não é um plano de saúde, é importante que as pessoas com alguma doença preexistente avaliem junto ao médico sua condição para viajar, considerando a duração e destino”, destacou Alexandre Crozato, superintendente executivo de seguros de vida da Mapfre.

O executivo aconselhou que os viajantes realizem um checkup antes da viagem e tenham em mãos um relatório médico com a descrição do quadro clínico e os medicamentos que faz uso.

“Ele deve levar na bagagem de mão a quantidade de remédios proporcional à duração da viagem, verificar com o médico quais remédios devem ser levados para os problemas mais comuns e, se for necessário algum atendimento durante o roteiro, entrar em contato com a central de atendimento do seguro-viagem”, apontou.

Valéria destacou outra recomendação importante: manter os dados do bilhete de seguro e os telefones da central de atendimento gravados no celular. “Oriente o passageiro a informar sobre a condição preexistente a um companheiro de viagem ou guia de turismo para que eles possam auxiliar em casos emergenciais”, acrescentou a executiva da Affinity.

Caso seja necessário acionar o seguro, é importante que o viajante esteja informado sobre as redes credenciadas pela empresa contratada e aquelas em que será preciso solicitar o reembolso, conforme apontou Renato Rotta, gerente de Marketing da Allianz Travel.

“Assim, o segurado é direcionado para o prestador credenciado mais próximo, sem que tenha de arcar com nenhum custo pelo atendimento emergencial. Porém, caso ele tenha sido atendido sem a intervenção da equipe, pode solicitar reembolso das despesas”, disse.

Gelson Popazoglo, diretor comercial da GTA, aposta no diálogo entre o viajante e o agente de viagens para que a questão fique clara.

“Recomendamos que o passageiro notifique o agente sobre sua condição clínica para que ele possa recomendar a cobertura mais apropriada. Isso porque cada caso apresenta um conjunto específico de potenciais despesas médicas e o valor da cobertura pode fazer toda a diferença, dependendo do problema de saúde”, disse.

Já Fábio Pessoa, líder do segmento de seguro-viagem na Omint, afirmou que opta por uma forma mais simples de apresentar a cobertura de preexistência para facilitar o entendimento.

“Como conseguimos oferecer cobertura total nos casos de emergência e urgência, acreditamos que seja mais fácil e esclarecedor dizer o que não cobrimos. Desta forma, apontamos na apólice que não há cobertura em casos de terapias, uso de medicina alternativa e tratamentos de longo período”, destacou.

SEM MEDO DE PERGUNTAR

O diretor médico da Omint destacou de que forma o agente de viagens pode questionar o viajante sobre condições preexistentes, sem ser muito invasivo.

“Cabe a ele fazer perguntas simples como a data do último checkup, se ele usa remédios para doenças crônicas, se foi internado recentemente. Ele tem de frisar a importância da transparência nessa conversa e obter as informações de forma tranquila”, exemplificou Loreto.

Além disso, segundo ele, situações que geram interferências cirúrgicas são avaliadas caso a caso pela equipe da área médica, que pode avaliar a distância e a real necessidade do procedimento realizado, podendo solicitar relatórios e exames que comprovem a urgência.

“Já atendemos a um caso de realização de cirurgia de correção de miopia no exterior com relatório médico que informava se tratar de trauma ocular. Então, nos perguntamos como o passageiro poderia fazer uma cirurgia de miopia diante de um trauma. Era algo errado, não havia relação de uma coisa com a outra”, apontou o médico.

Obter informação sobre os produtos e condições oferecidas pelo seguro-viagem nunca é demais. Além de apontar a melhor opção para os viajantes que buscam pelas agências, também é possível evitar ruídos de comunicação do que pode ou não estar coberto durante a viagem.

Dedicar um pouco mais de tempo para discutir sobre proteção no momento da venda do pacote é sempre o melhor caminho.

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